queijo e vinho wine cheese

Alguns alimentos e bebidas parecem realmente ter nascidos uns para os outros. Esse é o caso destes derivados da uva e do leite, combinados há séculos. Nesse post coloquei algumas sugestão de como harmonizá-los. A sequência em que os diferentes vinhos também são descritos segue uma ordem de degustação, que deve ir sempre do mais suave ao mais intenso.

Brancos

Uma das características principais que deve ser observada nesse vinho é sua acidez. Se for grande demais, a bebida fica intragável. Muito pequena, sem personalidade. Outra característica são os aromas,  que variam de acordo com o tipo de uva e os processos químicos que ela sofre, podendo resultar, por exemplo, em aromas de baunilha. As espécies mais comuns para produzir a bebida são as do tipo sauvignon blanc e chardonnay.
Queijos: Os queijos cobertos com mofo branco, como o brie e o camembert, entre outros, são perfeitos para a harmonização. O brasileiro meia cura também é uma ótima opção.

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Espumantes

São vinhos frescos e jovens. Passam por um processo extra de fermentação, por meio do qual são acrescentadas leveduras e açúcares, que reagem provocando as borbulhas. O processo pode acontecer nos barris ou quando a bebida já está em garrafas. Apesar do Champagne ser um dos tipos mais conhecidos, existem ainda a Cava, o Prosecco, entre outros.
Queijos: Os queijos amarelos em geral são bons como aperitivos para acompanhar os espumantes, que, geralmente, são produzidos com uvas pinot noir e chardonnay.

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Tintos Médios

São elaborados com uvas provenientes de regiões de clima ameno, como a malbec, e, no geral, engarrafadas logo após o final da fermentação, não ficando armazenados por mais tempo em tonéis. Não contém altos teores de taninos, que são as substâncias presentes na uva que conferem a secura e a complexidade da bebida.
Queijos: Os queijos mais recomendados para acompanha-los são gruyére e maasdam, entre outros.

Tintos Encorpados

São feitos com uvas altamente selecionadas, como merlot e cabernet sauvignon, provenientes, de modo geral, de videiras mais antigas. Após serem fermentados, repousam por um tempo em tonéis de inox e depois são armazenados em tonéis de carvalho por um período que vai de 06 a 18 meses. Continuam envelhecendo mesmo depois do engarrafamento. Esse tempo contribui para que a alta qualidade de tanino presente vá sendo amaciada e a bebida, apesar de encorpada, fique saborosa.
Queijos: Pede de acompanhamento queijos de sabores mais marcantes, azuis curados ou de casca dura, como o parmesão.

Vinhos de Sobremesa

Os vinhos de sobremesa são aqueles com mas de 30g de açúcar por litro. Os melhores são feitos de uvas extremamente doces, como a moscatel e a gewurztraminer. Seu sabor caraterístico nasce graças ao amadurecimento prolongado – processo chamado late harvest, muito em moda hoje. Aos vinhos de menor qualidade, adiciona-se açúcar. Já aos vinhos fortificados, mais conhecidos como do Porto, são doces devido à fermentação decorrente da adição de aguardente de uva.
Combinam bem com doces crocante, como mil-folhas e o tule, biscoito de origem francesa, fino e com formato de uma telha. E também como doces que levam frutas como banana, pêssego, goiaba e morango. Convém evitar as sobremesas mais cítricas, feitas com limão e laranja.
Queijos: Se a idéia é criar um certo contraste, a harmonização com queijos é perfeita. Os tipos ideais são os azuis, como gorgonzola, roquefort e o bleu de bresse. Já o queijo curado de leite de vaca e de ovelha tem como companheiro ideal o vinho do Porto. Os queijos devem seguir a mesma potência do vinho para não desaparecer nenhum de seus sabores.

Com essas dicas ficou mais fácil abrir um bom vinho e receber amigos, né? Quem sabe uma sugestão para seu final de semana?

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Imagens: Williams Sonoma Taste
Texto: Carlos Cabral (consultor de Vinhos do Grupo Pão de Açúcar)

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